Guia prático 02

As pessoas com sobrepeso e obesidade possuem Resistência à Insulina e Leptina – dois hormônios com participação crucial na inflamação. Este é um ponto muito importante, pois é justamente a raiz do problema e onde você deverá agir para atingir suas metas.

Com Resistência à Insulina e hiperinsulinemia, você não consegue colocar a glicose dentro da célula e predispõe o organismo à um quadro de pré-diabetes ou diabetes, além de agravar a inflamação do tecido adiposo, levando à esteatose hepática e até mesmo síndrome metabólica.

O tecido adiposo inflamado promove um aumento desordenado na produção de citocinas inflamatórias, dentre elas a Leptina.

Com resistência a Leptina e hiperleptinemia, você tem hiperfagia, ou seja você come, come, come e está sempre com fome, além disto ocorre também uma redução do seu gasto metabólico – ou seja, você come demais e não queima nada de gorduras.

Se nós sabemos que os carboidratos formam glicose e a insulina é liberada pelo pâncreas mediante a demanda de glicose, fica bastante óbvio que para diminuir os níveis de insulina e reverter toda a fisiopatologia da inflamação, devemos reduzir o consumo de carboidratos.

Se você eliminar o açúcar e o glúten da sua dieta, terá retirado pizzas, bolos, biscoitos, doces, refrigerantes, massas, pães, sorvetes, chocolates, etc.

Em resumo:


Em primeiro lugar, não existe dieta zero carboidratos ok? Nunca mais repita isto, à menos que você vá viver só de água.

Em nossa dieta – baseada em comida de verdade, as fontes de carboidratos estão presentes nas hortaliças, vegetais e nas frutas permitidas.

Então naturalmente nossa dieta se torna Low Carb, afinal ninguém come kilos de brócolis né?

A redução dos carboidratos faz com que nosso organismo passe a utilizar a gordura armazenada como fonte energética e vale lembrar ainda que, nosso fígado faz gliconeogênese – produz glicose à partir de aminoácidos, independente de você comer ou não carboidratos.

Então embora seja uma expressão figurada, o que pretendemos é deixar de queimar açúcar e finalmente começar a queimar gordura, afinal seus flancos e demais depósitos de gordura estão aí pra isto – para serem usados como fonte de energia!

Não estão aí porque são bonitos né?

Para isto você basta que você coma a comida de verdade, o suficiente para ficar saciado e sem se restringir em relação à calorias.

Em relação aos grãos, eles saem da nossa alimentação porque são ricos em carboidratos e também porque possuem glúten, ácido fítico e lectina – antinutrientes que dificultam nossa digestão, além de estimular nosso apetite.

Você não precisa sofrer por retirar “alimentos tão antigos” da sua dieta. Até porque em termos de tempo, eles existem há apenas 1% do tempo de nossa existência.

E em termos de colaborar com a obesidade ou sobrepeso, é óbvio que ninguém engorda só comendo arroz e feijão, assim como isto também não acontece com as frutas ricas em frutose. Mas para melhorar os níveis de insulina e ajudar a melhorar a sensibilidade insulina, retirar grãos e frutas da alimentação irá ajudar no processo.


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